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Quarta-feira, 13 de junho de 2018

Antes só do que mal acompanhada? Ciência prova que isso pode ser verdade

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Ter um parceiro ou uma parceira para dividir os bons momentos, sair para comer, preparar uma refeição em casa, ir ao cinema e ficar juntinho no inverno é o desejo de muita gente – afinal, é difícil encontrar alguém que afirme preferir ficar sozinho.

De fato, estar em um relacionamento amoroso frequentemente é associado a obter benefícios para a saúde mental e física, como a redução dos níveis de ansiedade e depressão e o reforço do sistema cardiovascular.

Porém, esse efeito positivo só vai acontecer se esse relacionamento for realmente satisfatório. Do contrário, a Ciência comprova que ficar solteira pode mesmo ser melhor, especialmente na entrada da vida adulta. Remédio ou veneno: tudo depende da qualidade do relacionamento

FOTO: ISTOCK

O estudo que corrobora aquilo que sua mãe e sua avó te dizem há anos foi liderado pela pesquisadora Ashley B. Barr, professora Ph.D. em Sociologia da Universidade de Buffalo, no estado de Nova York.

Em 2013, a Dra. Ashley já havia feito uma pesquisa com pessoas de origem afro-americana que associou a instabilidade em relacionamentos afetivos a sintomas de depressão, abuso de álcool e uma piora na percepção do indivíduo sobre seu próprio bem-estar.

Leia também: Relacionamento aberto: o que é e como saber se funciona para você

Diante desses resultados, a pesquisadora decidiu testar se esses efeitos se repetiriam em uma população diferente – e isso realmente aconteceu. Para o novo estudo, a equipe da Dra. Ashley entrevistou jovens adultos brancos da região rural de Yowa, nos Estados Unidos, proveniente de famílias com pai e mãe casados.

Foram feitas perguntas sobre a satisfação trazida pelo relacionamento; o nível de hostilidade, crítica, apoio, gentileza e carinho recebidos do parceiro; e o comprometimento dos indivíduos. Além disso, os pesquisadores indagaram a população sobre o comportamento do parceiro fora do relacionamento, questionando sobre a ocorrência de atitudes que fogem aos padrões sociais e sexuais aceitos atualmente.

A conclusão da Dra. Ashley foi que não é realmente o fato de estar comprometido que traz benefícios para a saúde, mas sim estar em um relacionamento longo e de alta qualidade. Quanto mais tempo as pessoas permanecem em relacionamentos com essas características, melhores são as suas condições físicas e mentais.

Por outro lado, estar em um relacionamento insatisfatório traz prejuízos para a saúde, os quais se tornam mais intensos conforme o tempo passa. Em comparação a esse caso, as pessoas tendem a apresentar condições gerais melhores quando terminam um relacionamento ruim o mais rápido possível ou simplesmente quando optam por permanecer solteiras. Não é só o casamento que importa

FOTO: ISTOCK

Segundo a Dra. Ashley, a maior parte dos estudos científicos que relacionam o grau de satisfação obtido no relacionamento amoroso com a saúde dos indivíduos é feita com pessoas casadas.

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Porém, em suas duas pesquisas, a maioria dos entrevistados não era casada, mostrando que relacionamentos como namoros e outros tipos de relações afetivas que não o casamento também afetam a saúde.

A pesquisadora ressalta que esse dado se torna ainda mais importante quando lembramos que, hoje em dia, as pessoas demoram mais para se casar em comparação com as gerações anteriores, pois há uma tendência a privilegiar estudos e carreira.

Na transição entre os anos finais da juventude e o início da vida adulta, a geração atual parece enfrentar muito mais instabilidades em seus relacionamentos – tanto que dois terços dos entrevistados relataram ter vivido grandes mudanças em suas relações amorosas nos últimos dois anos. Dessa maneira, os prejuízos à saúde provenientes das relações afetivas podem ser ainda mais intensos do que antigamente.

Ou seja, por mais que a ideia de estar em um relacionamento pareça atraente, isso não é garantia de felicidade e de bem-estar. Por isso, mesmo que um término de namoro ou o fato de estar solteira possam ser um tanto assustadores, procure se lembrar daquilo que sua avó dizia: antes só do que mal acompanhada!