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Terça-feira, 19 de junho de 2018

19 de junho: Dia do Cinema Brasileiro

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A bordo do navio Brèsil, prestes a desembarcar no Rio de Janeiro vindo da Europa, o cinegrafista italiano Affonso Segretto filmou sua chegada ao país. Era 19 de junho de 1898. Talvez ele não soubesse, mas fez um registro pioneiro de imagens em movimento em território brasileiro. Batizado de Uma vista da Baia de Guanabara, a filmagem não sobreviveu ao tempo. Entretanto, por seu caráter simbólico, desde os anos 1970, comemora-se nesta data o Dia do Cinema Brasileiro.

Hoje, 117 anos depois, o cinema do Brasil acumula uma história rica, que passou por altos e baixos, produziu uma série de sucessos e legou ao mundo alguns clássicos da sétima arte. 

Quando se fala em cinema brasileiro, é comum lembrar-se de alguns períodos específicos da cinematografia nacional, como as chanchadas da Atlântida, o Cinema Novo, a era da Embrafilme, e, mais recentemente, o que se convencionou chamar de Retomada, uma nova tomada de fôlego para o cinema do Brasil depois de um período turbulento no qual filmes nacionais quase desapareceram das salas de exibição.

O contexto atual do cinema brasileiro tem exemplos de grandes sucessos, como Cidade de Deus e Tropa de Elite, que levaram a produção brasileira para outro patamar de reconhecimento. Fazer cinema no Brasil ainda é um desafio, mas o século 21 tem apresentado algumas alternativas, que vão desde o barateamento da tecnologia (para filmar, pós-produzir, distribuir e exibir) até os investimentos governamentais. 

“Considero esses últimos 10 anos, um período muito promissor para o cinema brasileiro”, comenta o crítico e curador brasilense Sérgio Moriconi. “Existem agora mecanismos de produção e de legislação sólidos – que podem ser aperfeiçoados, evidentemente – e inúmeros incentivos à coprodução internacional através de acordos que começam a ser implementados.”

Moriconi vê com bons olhos a diversidade inédita da produção brasileira contemporânea. “Há produção nos mais variados estados e com diferentes perspectivas estéticas. Em relação à produção hegemônica brasileira, eixo Rio-São Paulo, temos – para o bem e para o mal – blockbusters de origem televisiva, normalmente comédias (com atores ‘globais’), e obras independentes de maior empenho cultural.”  

Cineasta baiano radicado em Brasília, André Luiz Oliveira acredita que um dos desafios enfrentados pelo cinema brasileiro é fazer com que o público perca o preconceito contra a produção nacional. “O cinema brasileiro sempre foi bom e sempre se comunicou com o seu público, mas as gerações se sucederam e nem lembram mais disso, as que aí estão não tem mais as condições naturais de apreciá-lo, pois foram ‘educadas’ para gostarem de ver outra coisa. O que ainda pode ser feito exige vontade política associada a uma campanha estratégia de educação e ocupação do mercado exibidor a curto, médio e longo prazo.”