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Sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Renato se diz triste com saída de Espinosa, mas acata: Não tem crise no Grêmio

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Treinador disse que não sabia previamente da demissão do coordenador técnico que chegou junto com ele ao Grêmio no ano passado

O dia do Grêmio foi movimentado na tarde desta quinta-feira por conta da demissão surpresa de Valdir Espinosa, ex-coordenador técnico e muito próximo de Renato. Pairava no ar a dúvida sobre como o treinador iria encarar o fato. Em sua entrevista na manhã desta sexta, o técnico afirmou que ficou triste com a saída, mas citou a "hierarquia" e diz que entende a situação. E mais: descartou qualquer crise no Grêmio por conta da demissão.

Espinosa chegou ao Grêmio justamente no mesmo momento que Renato, em setembro do ano passado. Ambos têm uma relação de amizade fora dos gramados desde os anos 80, quando se conheceram no Esportivo, de Bento Gonçalves, e foram campeões da Libertadores e do Mundial em 1983 com o Grêmio. Nada, porém, que faça Renato cobrar a diretoria.

– Sem dúvida fiquei triste, além de um grande profissional, é meu amigo particular. Mas tem coisas no clube que não cabe ao Renato decidir. Decido o grupo, em campo. No clube tem hierarquia. Estava trabalhando e fiquei sabendo após o treinamento do problema, que o Espinosa falou. Depois conversou comigo. Fica difícil até para mim falar muito. Mas existe uma hierarquia, eu sou empregado e não cabe a mim decidir certas coisas. Cabe à diretoria e ao presidente – disse Renato, comedido.

O assunto seguiu durante a entrevista. Renato disse que também foi "pego de surpresa" com a demissão de Espinosa e que ficou sabendo do ocorrido após o treino, quando o amigo foi conversar com ele no CT Luiz Carvalho. Mas garantiu que a saída do profissional não vai causar nenhum impacto no ambiente de trabalho do Grêmio, principalmente no vestiário.

– Estava treinando, aconteceu, fiquei sabendo através do Espinosa, após o treinamento. Ele convivia com a gente desde o ano passado, foram passadas algumas coisas, pelo que soube, não foi muito do agrado dele, ele conversou com a diretoria. Fui pego de surpresa. Veio falar comigo depois de falar com vocês. Fico sentido pelo Espinosa, pelo clube, mas é hierarquia. Mas queria falar para vocês que ouvi falarem de crise. Não tem crise no Grêmio. A única que pode entrar é no momento que o clube não conseguir mais vitórias. O que pode gerar crise é os resultados não aparecerem. Não a saída do Espinosa, poderia ter sido a do Renato, qualquer outro. Só vai existir crise quando os resultados não aparecerem – sentenciou o treinador.

Espinosa deixou o clube após um desentendimento com a diretoria. Havia uma insatisfação interna com a sua figura, que estava sem função dentro do clube, e também do próprio coordenador, que alegou ter sido colocado "de lado" no trabalho do time profissional.

Por Eduardo Moura, Porto Alegre