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Quarta-feira, 11 de outbro de 2017

Lais Souza cogita disputar bocha em Tóquio-2020: meu plano A é andar; meu plano B é ser feliz

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“Tenho algumas lembranças...eu falando para a minha amiga Josi ir devagar porque estávamos muito rápido. Perdi o controle e bati em uma árvore. Acordei no hospital e quem me deu a notícia real foi minha mãe. Foi de pouquinho em pouquinho que eu fui percebendo o que estava acontecendo. Depois de dois dias, minha mãe chegou e disse que se eu não viesse a óbito em 12 horas, eu não ia mais respirar sozinha, nem comer.”

Foi assim que Lais Souza começou o bate-papo com o espnW sobre o trágico acidente que fez sua vida dar um giro de 360º. A ex-ginasta começou a treinar esqui aéreo e conseguiu vaga para disputar os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014, na Rússia. No entanto, em 27 de janeiro daquele ano, sofreu uma lesão na coluna cervical C3 durante um treino nos Estados Unidos e perdeu todos os movimentos do pescoço para baixo. Das manobras radicais no esporte, passou à cadeira de rodas.

A adaptação à nova rotina se configurou como única opção para seguir em frente. Sessões diárias de fisioterapia, novas tecnologias, sorriso no rosto e força de vontade são as armas que Lais tem para buscar o que não poderia deixar de ser seu objetivo principal: voltar a andar. Mas os pés no chão e a consciência de que talvez isso não a aconteça a fazem pensar em novas possibilidades. No ano passado, ela experimentou a bocha adaptada na Paraolimpíada do Rio de Janeiro. E gostou.