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Segunda-feira, 16 de abril de 2018

Rossi escapa do tumulto e completa fim de semana dos sonhos com vitória em Long Beach. Kanaan é 8º

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Não tinha outro vencedor possível para o GP de Long Beach. Em um final de semana perfeito, Alexander Rossi completou com tranquilidade sua missão neste domingo (15). O americano escapou de uma prova bem tumultuada e venceu com certa facilidade, ainda que Will Power tenha tentado algo na reta final. Com o triunfo, Rossi conquistou o terceiro pódio em três provas e tomou a liderança do campeonato.

Foi a terceira vitória de Rossi na Indy, que até pouco tempo era lembrado apenas pela passagem na F1 e pela vitória improvável como novato na Indy 500 de 2016. Além dele e Power, Ed Jones buscou um pódio improvável muito mais na tática do que por outra coisa, mas conseguiu pontos vitais para a Ganassi.

Zach Veach buscou seu melhor resultado na Indy com a quarta colocação, na frente de um Graham Rahal que se recuperou muito bem de uma largada atrapalhada. Marco Andretti chegou em sexto, com Josef Newgarden logo atrás.

Tony Kanaan fez mais uma boa corrida pela Foyt e alcançou a oitava colocação, se mantendo com um dos nomes principais do pelotão intermediário. James Hinchcliffe foi nono, com Charlie Kimball buscando o primeiro top-10 da Carlin. Matheus Leist foi 14º, recebendo uma punição no fim por bloquear Sébastien Bourdais, que fez grande corrida apesar do 13º lugar final.

Confira como foi o GP de Long Beach

 

A largada para o GP de Long Beach aconteceu às 17h43 (em Brasília). Alexander Rossi segurou bem a investida pesada de Will Power, enquanto Graham Rahal saía com bastante ação do pelotão, superando Scott Dixon. Mas era tanta velocidade do americano que ele, sem controle, bateu na traseira de Simon Pagenaud, que foi parar no muro.

E, assim, com menos de 30 segundos de corrida, Pagenaud já dava adeus à disputa. O francês bateu forte no muro e danificou completamente a suspensão traseira esquerda. Era o primeiro abandono e a primeira bandeira amarela em Long Beach. Charlie Kimball, Kyle Kaiser e Ryan Hunter-Reay foram para os boxes, com o piloto da Andretti indo trocar a asa dianteira por um toque com Dixon na curva 1. A relargada veio pouquinho depois, com o #22 rebocado e Rahal imediatamente sendo punido com um drive-through.

  Rossi saiu ainda melhor dessa vez, abrindo rapidamente vantagem para Power e Dixon. Josef Newgarden seguia os três, com James Hinchcliffe, Sébastien Bourdais, Robert Wickens, Tony Kanaan, Jordan King, Ed Jones e Matheus Leist na sequência.

 

A prova dos brasileiros da Foyt começava muito bem e ia melhorando. Kanaan fez uma bela manobra e tirou Wickens da sétima colocação. Logo na frente deles, Bourdais também crescia de ritmo para ultrapassar Hinchcliffe, companheiro de Wickens.  Hinchcliffe, aliás, era quem abria a janela de paradas oficialmente, logo após ser superado por Kanaan e Wickens. O canadense parou e foi acompanhado na sequência por Jones, Leist e Newgarden. Kanaan parou pouco depois, mas voltou na frente de todos menos Newgarden dentre os que vinham na mesma estratégia.   A parada do líder Rossi acontecia no 26º giro, com o americano voltando para a pista em sétimo, 6s5 na frente de Newgarden, que era o oitavo na mesma situação de paradas. Aí vinha o segundo piloto com problemas sérios na prova: Wickens, aparentemente, havia deixado o carro morrer nos boxes, mas o canadense estava com problemas no câmbio e ficou um tempão parado, saindo totalmente da disputa.   Power, Dixon e Bourdais foram juntos para os boxes na volta 30 e, assim, era Hunter-Reay quem assumia a dianteira até o momento de sua parada. Dixon e Power sairam lado a lado dos boxes, mas o neozelandês ficou com a preferência e, ainda por cima, colocou Newgarden entre ele e o australiano.   Quando Hunter-Reay parou - e voltou em oitavo -, Rossi reassumiu a ponta com ótimos 8s3 para Dixon, que era perseguido bem de pertinho por Newgarden, Power e Bourdais. Puxando o terceiro pelotão vinha Kanaan em bela corrida no sexto lugar, com Jones e Hunter-Reay perto. Leist vinha mais atrás, com King, Hinch e Takuma Sato na sua frente.

A corrida se aproximava da metade e o nome do momento era Bourdais. Sem perder tempo, o francês investiu em cima das Penske e levou as posições de Power e Newgarden com tranquilidade, colando em Dixon. Newgarden, inclusive, ia com Hinch, Leist e outros pilotos para a segunda rodada de paradas. As estratégias já começavam a se embaralhar totalmente na corrida.

Metade da prova chegava com bandeira amarela surgindo de novo. Era Kaiser que aparecia encostado no muro da curva 1 e mudava consideravelmente o cenário da corrida, já que Newgarden e Kanaan já estavam com dois pit-stops e dentro do top-10. Leist se complicava, tomando uma volta de Rossi e relargando atrás do líder.

 

Com um monte de retardatário entre Rossi e Dixon, a relargada na volta 46 nem deu graça, com o americano abrindo mais de 4s rapidinho. Aliás, a coisa piorou para Scott, já que Bourdais partiu para cima dele e tomou o segundo lugar totalmente por fora de um jeito espetacular, também tirando os retardatários Leist e Pigot da frente no mesmo movimento.

  A volta 50 era alcançada com Rossi tendo 4s6 de frente para Bourdais, 6s6 para Dixon, 10s3 para Power e 11s2 para Newgarden, que já tinha dois pit-stops. King era sexto, na frente de Kanaan e Jones - que vinham na mesma estratégia de Newgarden -, enquanto Veach e Andretti fechavam o top-10.

A manobra do ano de Bourdais foi cancelada pela direção de prova, que mandou o francês devolver a posição por ter passado em cima da linha dos boxes para superar Dixon. Só que o veterano estava tão inspirado que, menos de uma volta após trocar de lugar com Dixon, retomou o segundo posto.

Rossi e Power iam aos boxes antes de Bourdais e Dixon, que fariam suas paradas num momento em que Claman De Melo acertava o muro em cheio e causava a bandeira amarela. Acontece que os dois foram aos boxes quando este estava fechado. O francês, aliás, passou reto ao ver a luz vermelha, mas Dixon fez a troca normalmente. 

Muita gente aproveitava a batida de Claman De Melo e fazia a última parada. Para se ter uma ideia, Rossi, que voltava à liderança, era um dos pilotos com pneus mais gastos do grid: sete voltas. A lista dos líderes estava completamente doida: atrás de Rossi vinham Dixon, Power, Jones, Veach, Andretti, Rahal, Kimball, Newgarden e Kanaan, com Bourdais em 11º. Leist era 15º, último na volta do líder.

A relargada veio na volta 67 com Rossi se queixando de problemas nos freios e Dixon tomando um drive-through por ter parado com os boxes fechados. Newgarden já ganhava o oitavo lugar de Kimball, que recebia forte pressão de Kanaan e Bourdais. Dixon cumpriu a punição logo no giro seguinte e despencou para 15º, atrás de Leist.

Enquanto Kanaan tirava Kimball da frente e Rahal fazia o mesmo com Andretti, uma nova bandeira amarela surgia por uma manobra bizarra de King, que tocou Bourdais em abordagem bem agressiva em cima de Hinch. Hunter-Reay e Wickens também se envolveram na pancada, com muitos detritos ficando pelo caminho. Bourdais teve a asa dianteira toda danificada.

Os pilotos relargaram na volta 77, para os últimos oito giros da corrida. Kanaan fazia ótimo trabalho e ganhava a sétima posição de Newgarden, enquanto Jones e Veach travavam um belo duelo pela terceira colocação, mas bem distantes de Rossi e Power, que realmente prometiam briga pela vitória.

Os dois escaparam, mas Rossi conseguiu, o tempo todo, manter uma vantagem segura para sequer tomar sustos com Power. Estava ali a terceira vitória do americano na Indy. Veach também não conseguiu bater Jones, mas ao menos segurou Rahal.

MSN