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Quinta-feira, 24 de maio de 2018

Ainda no aguardo de detalhes sobre motores de 2021, Aston Martin espera decidir se entra na F1 em nove meses

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A Aston Martin segue o processo de avaliação sobre uma possível entrada na F1 como fornecedora de motor a partir da temporada 2021, quando o Mundial passa a contar com novas regras. A marca já admitiu que, caso as regras contemplem um motor não tão complexo como o atual e mais barato, tem interesse. A única dessas características ainda sem confirmação é a questão financeira: o Liberty e a FIA não garantiram que haverá um teto de gastos na produção da unidade de força.

Os trabalhos de avaliação estão correndo naturalmente na marca inglesa, que atualmente é parceira da Red Bull. Para isso, a marca contratou Luca Marmorini, antigo chefe dos motores Ferrari e Toyota, como consultor. 

"Estamos ganhando ritmo, com certeza. Nada surgiu para desviar a probabilidade, não há nada que nos impeça de fazer isso, então vamos continuar estudando da melhor forma que pudermos para entender o contexto do que sabemos das regras - que ainda não estão detalhadas", afirmou Andy Palmer, o diretor-executivo da Aston Martin. "Podemos pelo menos aproveitar essa oportunidade agora", disse.

"O que não sabemos sobre as regras é o teto de custos, e isso é parte integral da nossa decisão de entrar ou não na F1. Não temos dinheiro para queimar. Precisa dar retorno melhor que, digamos, patrocínio direito [como faz hoje com a Red Bull]". Estamos avaliando algo na linha de horas limitadas no dinamômetro ou alguma forma de provocar um efeito monetário nas horas gastas. Algo assim", seguiu.

Palmer admitiu que a cliente preferida para fornecer motor é a Red Bull, que estuda deixar a Renault no fim do ano para ser empurrada pela Honda durante o biênio 2019-20. Depois disso, caso a Aston Martin não seja a favorita da Red Bull, talvez esteja fazendo alguma coisa de errado.

"Estamos avaliando 2021, então ainda está longe. Mas, caso não possamos passar no teste Está OK para a Red Bull, então provavelmente estamos sendo reprovados no teste É competitivo. Precisamos ser competitivos. Temos provavelmente nove meses de trabalho adiante para que fiquemos convencidos de uma coisa ou de outra. Você tem ferramentas de simulação e trabalho em cilindro único, e essas coisas te dão uma relação precisa entre o mundo dos testes e o mundo da simulação", falou.

O diretor também admitiu que a Aston Martin vai procurar a ajuda de uma companhia especialista em construir motores para carros de corrida, mas sem deixar de tomar as decisões mais importantes

"Traz autenticidade, não? Temos gente como Luca [Marmorini] como consultor trabalhando conosco e ajudando nas partes difíceis. Ele já fez isso antes, tem muita credibilidade e pode nos guiar. A maioria dos motores do mundo são feitos com ajuda de consultores. Há Cosworth, Ricardo, Ilmor, AVL, essas companhias que vivem disso", destacou.

"Não é fácil, mas não estamos olhando isso de um ingênuo ponto de vista É só um motor. Mas somos uma fábrica de motores e projetamos motores. Nosso V12 é um exemplo disso, o motor Valkyrie também, então não estamos partindo da inércia. Eu achei que o caso da Honda mostra como é difícil, mas ao mesmo tempo agora vemos a Honda evoluindo", encerrou.