Clique aqui e baixe o Mozila Firefox, é gratis.


Clique aqui e baixe o Mozila Firefox, é gratis.

Mozila Firefox Google Chrome

Mozila Firefox Google Chrome

Quinta-feira, 31 de maio de 2018

Vettel na curva Loews durante o GP de Mônaco (Foto: Getty Images)

Compartilhar:  
Depois da reclamação de outras equipes, entidade descartou irregularidades no sistema de baterias do carro da equipe italiana, mas vai estrear novo programa para análise mais precisa.FIA muda software e voltará a monitorar carro da Ferrari a partir do Can

A novela envolvendo o sistema de recuperação de energia (ERS) na unidade de potência do carro da Ferrari ganhou novo capítulo. Após descartar irregularidades no funcionamento da bateria do modelo SF71H, depois de uma investigação que vinha desde abril, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) anunciou que vai estrear um novo software para voltar a monitorar o sistema de recuperação de energia ferrarista a partir do Grande Prêmio do Canadá, dia 10 de junho.

Delegado técnico da FIA, Charlie Whiting informou que, no último fim de semana, durante a corrida de Mônaco, não foi instalado nenhum sensor extra no carro da Ferrari para aferição, mas, que, a partir da corrida de Montreal, um novo sistema será utilizado.

- Por uma rotina complexa, pudemos ficar satisfeitos com o fato de a Ferrari estar OK. Mas nós não queremos ter de passar por isso o tempo todo, então preferimos que medidas adicionais sejam feitas. O que teremos para o Canadá será um sistema melhor, que nos ajudará a fazer as coisas muito mais rapidamente, porque levamos algumas corridas para chegar a fundo. Queremos que eles façam um acompanhamento extra, mas no momento estamos tendo de fazê-lo de uma forma meticulosa. Demora um pouco mais do que gostaríamos - disse Whiting à "Autosport".

A reclamação das outras equipes sobre o sistema da Ferrari é que o layout favoreceria o time a conseguir extrair do ERS mais do que os 120kw permitidos por regulamento. Nesse layout, a bateria trabalharia com duas metades de forma independente, o que seria contra o regulamento. No entanto, Whiting confirmou que, até agora, não foi encontrada irregularidade:

- O que estamos tentando fazer é monitorar exatamente quais são as diferenças entre as duas metades da bateria. Esse é o cerne da questão. Outros sistemas tratam sua bateria como um só. Ferrari, é uma bateria, mas eles a tratam como dois. Essa é a diferença fundamental, eu não acho que seja um segredo que estou dando. Elas não são só lacradas, mas porque eles só têm duas delas para a temporada, não é só questão de arrancar um sensor da prateleira e colocá-lo. É preciso uma melhor integração para isso. Não tenho certeza de quando mais sensores adicionais podem ser instalados, provavelmente não até o ano que vem.

Enquanto isso, a Ferrari, segundo Whiting, sempre colaborou com a FIA para assegurar que seu ERS é legal. Por outro lado, o delegado técnico admitiu que o fato de o sistema da equipe italiana ser completamente distinto dos outros torna o trabalho mais difícil.

Era difícil explicar exatamente o que estávamos vendo, é isso que continuamos fazendo com a Ferrari, porque é um sistema muito complexo e totalmente diferente do de qualquer outra pessoa.

- Só demoramos um pouco mais para entender o que estava acontecendo. O dever deles é nos satisfazer que o carro esteja em conformidade, mas eles estavam achando difícil nos satisfazer. É errado dizer que a Ferrari não se comunicou, porque eles foram muito úteis o tempo todo. Foi apenas um trabalho minucioso e detalhado para tentar chegar ao fundo de como o sistema funciona e, portanto, nos dar o conforto de que precisamos - finalizou.

Por GloboEsporte.com