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Segunda-feira, 18 de junho de 2018

Alonso cumpre objetivo, vence 24 Horas de Le Mans ao lado de Buemi e Nakajima e ajuda Toyota a reescrever história

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Fernando Alonso cumpriu seu objetivo. Aterrissou na Toyota e no Mundial de Endurance com uma meta clara: vencer as 24 Horas de Le Mans e dar o segundo passo rumo à sonhada Tríplice Coroa. E o passo foi dado neste domingo (17) com a confirmação de um triunfo histórico em Sarthe com o TS050 Hybrid #8 ao lado de Sébastien Buemi e Kazuki Nakajima, que deram sequência ao trabalho perfeito desenvolvido pela marca japonesa. A Toyota não teve adversários e finalmente encerrou a sina de azares para reescrever sua própria história com a vitória em Le Mans. Vitória coroada com dobradinha, com Mike Conway, Kamui Kobayashi e José María ‘Pechito’ López fechando o 1-2 com o carro #7.

Sem chances de lutar por vitórias na F1 desde 2015, quando voltou à McLaren, Alonso surpreendeu, a partir do ano passado, quando anunciou sua ida para a disputa das 500 Milhas de Indianápolis. Estava claro que seu objetivo não era apenas chocar o mundo do esporte, mas sim o de se tornar o piloto mais completo do seu tempo e vencer a Tríplice Coroa, feito logrado apenas por Graham Hill. 

Bicampeão mundial de F1, vencedor do GP de Mônaco e, agora, das 24 Horas de Le Mans, Alonso passa a ter pela frente apenas a Indy 500 para realizar a grande e ousada meta da carreira. Cerca de uma hora e meia antes da bandeirada final, a Toyota cometeu um erro e viveu um susto com o LMP1 #7, então guiado por Kobayashi no stint derradeiro. O piloto veio lento até os boxes de forma preventiva, mas antes de fazer a parada, já tinha recuperado a velocidade. O problema acendeu o sinal de alerta entre os japoneses, mas no fim das contas foi mesmo apenas um susto.

Depois de tantos dramas e de vitórias que ficaram bem próximas, a Toyota reservou um desfecho emblemático para coroar o tão esperado triunfo em Le Mans. Coube a Nakajima fechar a prova com o protótipo vencedor #8, enquanto Kamui Kobayashi completou a maratona com o #7. Todos juntos. Festa dos japoneses, que enfim escrevem uma nova história em Sarthe. 

Quanto à corrida, no fim das contas aconteceu o esperado, ou seja, uma prova da Toyota contra ela mesma, levando em conta a diferença brutal de performance entre os híbridos japoneses e os não-híbridos das equipes independentes da LMP1. Com uma média de 3s mais rápidos por volta em relação aos Rebellion, os TS050 da Toyota sobraram do início ao fim e terminaram correndo praticamente em modo de segurança nas horas derradeiras da prova. Tudo para evitar problemas como em 2016, quando a marca japonesa perdeu uma vitória certa na última volta.

A diferença brutal de rendimento entre os híbridos da Toyota e os LMP1 não híbridos se refletiu na classificação final. Foram 12 giros de vantagem para o terceiro colocado, o Rebellion R13 #3 do trio composto por Mathias Beche, Thomas Laurent e o norte-americano de ascendência brasileira Gustavo Menezes, que garantiram um lugar no emblemático pódio em Sarthe. Já o Rebellion #1t, com a tripulação formada por Bruno Senna, Andre Lotterer e Neel Jani, marcou uma honrosa quarta colocação, ficando bem perto dos companheiros de equipe.

Outro ponto a se destacar é que, diferente do que costuma acontecer em uma corrida tão rápida, desafiadora, desgastante e intensa em Sarthe, desta vez não houve nenhum acidente grave. A prova foi marcada por intervenções do safety-car e da demarcação das zonas de desaceleração (slow zones) em muitos momentos, mas em nenhum deles por conta de incidentes mais sérios e que pudessem proporcionar alguma tensão.

Ainda entre os LMP1, Jenson Button viveu uma verdadeira saga na sua estreia em Le Mans. O protótipo da SMP Racing enfrentou muitos problemas ao longo da prova e ficou bem atrás em relação aos concorrentes, chegando a andar em último nas primeiras horas. Na última volta, a tripulação do #11, formada também por Vitaly Petrov e Mikhail Aleshin, abandonou depois que o britânico encostou na área de escape por conta de uma falha no motor.

Vergne chega ao topo na LMP2 e Negrão vai ao pódio

Na segunda categoria mais rápida em disputa nas 24 Horas de Le Mans, a LMP2, a G-Drive deu o tom desde o começo. O Oreca 07-Gibson tripulado por Roman Rusinov, Andrea Pizzitola e Jean-Éric Vergne — que também está muito perto do título da FE — nadou de braçada durante toda a corrida para vencer na categoria em Sarthe e terminar em quinto lugar no geral. 

A diferença para o segundo colocado foi de duas voltas. Por muito tempo, a Panis-Barthez despontou como candidata ao pódio com Julien Canal, Will Stevens e Thimothé Buret. Mas a série de problemas com o carro francês, combinada com a bela performance de outro francês, o Signatech Alpine, colocou André Negrão no pódio da LMP2 no dia em que completa 26 anos. O brasileiro finalizou em segundo na classe e em sexto no geral ao lado de Pierre Thiriet e Nicolas Lapierre.

O triunfo da G-Drive na LMP2, contudo, pode ser contestado. Tudo por conta de supostas irregularidades na injeção de combustível durante os reabastecimentos. De forma que Negrão tem a possibilidade de, nos próximos dias, até comemorar a vitória em Le Mans caso a tripulação vencedora da categoria seja de fato punida.

A terceira posição da LMP2 ficou com a equipe Graff, formada por Tristan Gommendy, Jonathan Hirschi e Vincent Capillaire. Juan Pablo Montoya, em sua estreia nas 24 Horas de Le Mans, fez um bom papel com a tripulação da United Autosports no Ligier #32 e, ao lado de Hugo de Sadeleer e Will Owen, fechou em quinto na classe e nono no geral. Felipe Nasr teve uma estreia valente em Le Mans depois de ver o Dallara da Cetilar Villorba Corse sofrer com uma série de problemas ao longo da prova. No seu debute em Le Mans, o brasiliense finalizou em 22º no geral e em 13º na LMP2.

Dobradinha histórica na LMGTE-Pro para festejar aniversário de 70 anos da Porsche

A Porsche GT Team, equipe oficial da fábrica alemã, confirmou o favoritismo em Le Mans e garantiu a vitória com direito a dobradinha na LMGTE-Pro. Com duas pinturas icônicas nos seus principais carros, a marca alemã festejou no topo do pódio em Sarthe 70 anos de grandes vitórias no esporte a motor.

Com a pintura icônica do Pink Pig, o Porsche 911 RSR guiado por Michael Christensen, Laurens Vanthoor e Kevin Estre, que fechou a corrida para o #92, triunfou depois de ocupar a liderança por praticamente toda a prova e com uma vantagem confortável para o segundo colocado, o Porsche com a pintura da Rothmans guiado por Richard Lietz, Gianmaria Bruno e Frédéric Makowiecki. Mas a dobradinha veio com muito custo depois de um grande duelo travado contra o Ford GT #68 da Ganassi, pilotado por Dirk Müller, Joey Hand e Sébastien Bourdais, que foram ao pódio da categoria dos GTs.Tony Kanaan, que correu no Ford GT #67 da Ganassi ao lado de Harry Tincknell e Andy Priaulx, finalizou na quarta posição da classe, duas colocações à frente de Pipo Derani, que acelerou com a Ferrari 488 GTE Evo da equipe oficial AF Corse ao lado de Toni Vilander e Antonio Giovinazzi. Daniel Serra, vencedor das 24 Horas em Le Mans pela Aston Martin — marca que, diga-se, não foi bem neste ano com o novo carro —, finalizou em oitavo ao lado de James Calado e Alessandro Pier Guidi com a Ferrari #51 da AF Corse na esteira de uma corrida de superação.

Augusto Farfus, que voltou às 24 Horas de Le Mans pela equipe oficial da BMW, abandonou sua jornada durante a noite por conta de um erro competido pelo seu companheiro de equipe Alexander Sims. A tripulação do M8 GTE #82 foi formada ainda por António Félix da Costa, que foi um dos bons nomes entre os GTs.

Triunfo da Porsche também na LMGTE-Am

Na classe voltada aos gentlemen-drivers, Patrick Dempsey, agora como chefe de equipe, comemorou a vitória em Le Mans. Com o Porsche 911 RSR da Dempsey-Proton, Matt Campbell, Christian Ried e Julien Andlauer triunfaram com o #77 após liderar praticamente toda a prova.

Giancarlo Fisichella voltou ao pódio da icônica prova sendo o profissional na tripulação da Spirit of Race, formada também por Thomas Flohr e Francesco Castelacci, garantindo o segundo lugar com a Ferrari F488 GTE. 

O top-3 foi completado por outra Ferrari, a da Keating Motorsports, com os gentlemen-drivers Ben Keating e Luca Stolz e o profissional Jeroen Bleekemolen, mesmo depois de um problema que levou o carro a ficar parado por alguns segundos na caixa de brita.