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Terça-feira, 13 de março de 2018

Operação apura desvios de R$ 5,7 milhões de universidade pública no Paraná

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(Foto: Victor Bittencourt/RPC)

Policiais cumprem 20 mandados de prisão temporária em cidades no norte do Paraná na manhã desta terça-feira (13); gestores da UTFPR são alvos.

Operação 14 Bis, deflagrada na manhã desta terça-feira (13), apura o desvio de cerca de R$ 5,7 milhões de recursos públicos no campus da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) em Cornélio Procópio, no norte do estado; 20 mandados de prisão são cumpridos.

De acordo com a PF, gestores e empresas se uniram para fraudar licitações e contratos. Até 7h45, 19 pessoas tinham sido presas.

A operação ocorre em parceria entre a Polícia Federal (PF), o Ministério Público Federal (MPF), a Controladoria Geral da União (CGU) e a Receita Federal (RF). O nome "14 Bis" é uma alusão à empresa criada para facilitar os desvios.

Cerca de 90 policiais e servidores da CGU e da Receita Federal cumprem os 20 mandados de prisão temporária e os 26 mandados de busca e apreensão, além das ordens judiciais de sequestro e de indisponibilidade de bens.

Nesta manhã, a universidade foi um dos alvo de busca e apreensão. Os mandados são cumpridos em Uraí, Cornélio Procópio, Nova América da Colina e Maringá.

  As investigações

 

As investigações apontaram irregularidades graves em contratos celebrados entre a universidade e empresas que prestaram serviços de manutenção predial, de manutenção de ar-condicionado, de manutenção de veículos, de fornecimento de materiais de construção e de serviços de reprografia.

Conforme a polícia, há a suspeita de obtenção de informação privilegiada, formação de grupo econômico, uso de documento potencialmente falso ou insuficiente para atesto de capacidade técnica, pagamentos superiores aos valores contratados, superfaturamento, sobrepreço, frustração de concorrência, suspeita de pagamento de materiais não recebidos ou desviados, entre outros.

Segundo a PF, a UTFPR recebeu denúncia relativa aos fatos apurados na operação.

Imediatamente, ainda conforme a polícia, adotou medidas em âmbito administrativo - a realização, por exemplo, de auditorias conduzidas por sua unidade de Auditoria Interna, além da demissão, mediante Processos Administrativos Disciplinares, de dois servidores envolvidos nas fraudes.

Os presos devem ser conduzidos à delegacia da PF em Londrina, onde permanecem à disposição da Justiça.

Os suspeitos podem responder pelos crimes de associação criminosa, falsidade ideológica, peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, crimes contra o processo licitatório, sem prejuízo de outras implicações penais a serem constatadas.

Fonte: G1