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Quarta-feira, 16 de maio de 2018

Em texto de despedida, empresário suspeito de assassinar a mulher admite crime em Ribeirão Preto, diz polícia

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Otávio Rodrigo Dias da Silva foi achado morto em um quarto de hotel no domingo (13). Justiça havia decretado a prisão temporária dele pelo homicídio da auxiliar Fernanda Delarice.

Em um texto deixado antes de ser achado morto, o empresário Otávio Rodrigo Dias da Silva admitiu o assassinato da mulher Fernanda Delarice, em março deste ano em Ribeirão Preto (SP). O documento atribuído ao suspeito foi apresentado nesta terça-feira (15) pela Polícia Civil. Silva nega o envolvimento de outras pessoas no crime.

“Quem matou e pôs fogo em Fernanda Delarice foi somente eu, Otávio Rodrigo Dias da Silva.”

O empresário foi encontrado morto no domingo (13), no quarto de um hotel no bairro Vila Tibério, Zona Oeste da cidade. De acordo com a polícia, ele apresentava um ferimento na cabeça, causado por um tiro. A arma, uma pistola de uso restrito calibre 45, foi apreendida.

Para a polícia, Silva cometeu suicídio. O delegado Cláudio Salles Junior, chefe da investigação, afirma que o tom de despedida da carta corrobora a hipótese. O laudo da perícia deve ficar pronto nos próximos dias.

De acordo com Salles Junior, um funcionário de Silva foi indiciado no caso por ocultação de cadáver. O homem confessou à polícia que ajudou o patrão a transportar o corpo de Fernanda até o matagal em Jardinópolis (SP), onde ela foi encontrada.

No entanto, o delegado diz que ele responderá em liberdade, uma vez que se apresentou espontaneamente e colaborou com a investigação. Despedida e confissão

 

O texto divulgado nesta terça-feira foi obtido pela polícia com o auxílio de um amigo de Silva, destinatário da carta. Segundo o delegado, ele prestou depoimento e não tem envolvimento na morte da auxiliar administrativa.

“A mensagem só colocou o que a gente já sabia, que era a autoria do Otávio mesmo. O que ficou seria a motivação ali da hora, do ímpeto dele ter matado a Fernanda. Ele já vinha desgostoso com alguns relacionamentos”, afirma Salles Junior.

Segundo a investigação, Fernanda Delarice, de 36 anos, foi morta dentro de casa pelo marido, no dia 30 de março. Ela foi esfaqueada e o corpo foi levado por Silva, com a ajuda de um funcionário da empresa dele, até um matagal, onde foi incendiado. Um dia depois, a polícia localizou os restos mortais da vítima, que foi reconhecida pela família por uma tatuagem no pé. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) comprovou a identidade.

Em abril, a Justiça decretou a prisão temporária de Silva, mas ele passou a ser considerado foragido. De acordo com Salles Junior, a polícia pediu a quebra do sigilo telefônico e telefonemas apontaram que o empresário chegou a viajar ao Nordeste, mas teria retornado a Ribeirão Preto há poucos dias.

Em um dos trechos, Silva cita um comportamento autoritário e o consumo descontrolado de bebida alcoólica. "Sempre fui uma pessoa difícil e controladora, querendo que as pessoas quisessem o que eu queria. Agora, tenho certeza que estava errado, mais (sic) não tem mais volta. O que tá feito, tá feito."

De acordo com o delegado, em nenhum momento o suspeito demonstra arrependimento sobre o crime. O empresário ainda inocenta o funcionário de qualquer responsabilidade na morte de Fernanda. "Raphael Luiz Pinheiro somente dirigiu o carro até a estrada."

Segundo a versão apresentada à polícia, Pinheiro esteve na casa do patrão, porque achou que eles discutiriam algo relacionado à empresa. "Ele viu o corpo da Fernanda enrolado nesse tapete. Ele até tomou um susto, mas como o Otávio estava muito alterado e ele era uma pessoa um pouco violenta, ele se sentiu meio coagido a levar até um determinado ponto do caminho. Ele alega que o Otávio continuou o caminho até onde ele pôs o fogo no corpo", diz Salles Junior. Conclusão

 

Com a morte do principal suspeito, a Polícia Civil vai concluir o inquérito e encaminhá-lo ao Ministério Público. O delegado descartou a participação de uma terceira pessoa, que teria fingido ser Fernanda para atender aos telefonemas da mãe, preocupada com seu sumiço.

"Quando a mãe fez contato, a Fernanda já estava morta. Só estavam os dois dentro da casa. Naquela agonia que ele ficou de dar uma resposta para a mãe e tentar não chamar atenção, ele pode ter imitado a voz de uma mulher. Foram meios que ele tentou utilizar para a família não saber o que tinha ocorrido", diz Salles Junior.

Por Jornal da EPTV 1ª Edição