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Terça-feira, 14 de novembro de 2017

Ê peixinho esperto!

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Às vezes, o que deveria ser prazeroso torna-se uma “missão impossível”. Pescar peixes espertos não é tarefa fácil e requer muita paciência, observação e criatividade. Algumas espécies têm a capacidade de aprender – e rápido -, o que torna cada vez mais difícil sua captura. De modo contrário, outras são tão “chucras” que chegam a ser capturadas três, quatro vezes em sequência, sem aprender a diferenciar o pescador ou o artefato de pesca. Se com estas o prazer de pescar muitas vezes se esvai quase que instantaneamente, capturar as mais difíceis pode torna-se uma verdadeira obsessão, não raro levando semanas, meses e, em alguns casos, anos até que o pescador logre êxito em sua captura. Perseverar até o fim é, sem dúvida, um dos principais requisitos para realizar o sonho de sair na foto com aquele peixe manhoso que por tantas ocasiões deu-lhe um verdadeiro baile. Mas, afinal, que motivos o levam a ser assim?

A “esperteza” dos peixes pode ser explicada por motivos variados:

1. Idade: à medida que o peixe envelhece e passa por várias experiências, vai acumulando vivências, passando a ser cada vez mais cuidadoso  e desconfiado ao se expor, inclusive ao se alimentar. Afinal, ele é grande porque é esperto!

2. Aprendizado: pode ocorrer por experiência própria ou pela observação da captura de algum congênere, levando à assimilação de que pessoas e artefatos de pesca podem lhes causar sérios problemas. Isso costuma acontecer em áreas que sofrem a pressão da pesca excessiva ou constante, sem intervalos, de forma que os peixes se retraem e se tornam cada vez mais ariscos e arredios.

3. Substâncias de alarme: são substâncias específicas liberadas pelos peixes ao sofrerem algum tipo de injúria, como as presentes nos tecidos de algumas espécies. É o estopim para fazer o cardume debandar e deixar o pescador a ver navios.

4. Presença humana: os peixes também podem se acostumar a determinado ambiente no qual vivem e à presença humana, bem como às consequências desta. Isso é mais comum em pesqueiros ou pequenos lagos e represas com atividades de pesca e represas com atividades de pesca esporádica, mas constante.

Diante de tais situações, o que fazer para driblar a manha dos peixes?

 

1ª recomendação – silêncio!

O que ocorre: um dos fatores mais estressantes aos peixes arredios é o barulho não natural. Sons como os produzidos pela aproximação da embarcação ou do pescador pela margem deixam os peixes manhosos em alerta.

O que fazer:

  • A aproximação fortuita e silenciosa é imprescindível para o pescador dar o primeiro passo na direção correta.
  • Outro fator extremamente importante é a “invisibilidade”, ou seja, é importante chegar perto dos pontos de pesca sem ser notado. Um dos caminhos é evitar o uso de coloridas/barrantes, dando preferência para cores neutras e de tonalidades próximas às do ambiente local.
  • Fazer os primeiros arremessos sentado ou abaixado também pode ser outra boa opção, principalmente se a água estiver limpa e apresentar baixa profundidade.
  • Usar líderes mais compridos ou linhas de monofilamento com elevado grau de transparência ou com cores neutras também é outra boa providência.
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    2ª recomendação – usar iscas discretas

    O que ocorre: iscas naturais ou artificiais muito grandes e/ou com cores chamativas e diferenciadas dos alimentos naturais devem ser evitadas. Os peixes ariscos logo desconfiam de tais iscas e acabam se esquivando muito rápido, o mesmo valendo para as excessivamente volumosas, que fazem muito barulho ao cair na água.

    O que fazer:

  • Procure usar iscas menores e com cores naturais, ou seja, próximas às dos alimentos consumidos pelos peixes espertos. Isso aumenta muito as chances de pescá-los.
  • Ao arremessar a isca, capriche na apresentação, procurando reduzir seu estardalhaço ao cair na água. Uma forma é frear a linha mais suavemente e fazer um movimento com a vara acompanhado a caída da isca.
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    3ª recomendação – equipamentos equilibrados

    O que acorre: usar equipamento de “peso” (categoria) além do necessário pode comprometer o resultado na medida em que anzóis, garateias, linhas e até acessórios como giradores e snaps podem se tornar mais visíveis aos peixes, afugentando-os – sem mencionar o peso desnecessário e a piora nos arremessos, manuseio, apresentação, etc. No outro extremo, um conjunto leve demais também não é bom; se por um lado o peixe esperto o percebe menos, por outro aumentam suas chances de escapar, resumindo a pescaria a alguns isntantes de adranalina que logo culminam numa grande frustração.

    O que fazer: procure sempre usar um equipamento ligeiramente mais leve do que o indicado para o porte médio dos peixes que pretende capturar. Isso ajudará na sutileza. sem comprometer a briga com algum exemplar um pouco maior ou mais forte. Entrou um troféu? Hora de confiar na qualidade da tralha que você tem em mãos e botar sua habilidade para funcionar!