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Segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Rapaz fisga pescada-amarela de 14kg, em São Vicente, SP

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Um turista de São Paulo tirou a sorte grande e pescou um peixe considerado raro em São Vicente, no litoral do estado, durante o feriado. Nathan Mittermayer, de 27 anos, fisgou uma pescada-amarela (Cynoscion acoupa) de mais de 14kg quando, normalmente, esses peixes atingem, no máximo, entre 4 e 6kg. Foram mais de 20 minutos de uma ‘guerra’ travada entre o pescador e o animal, até que finalmente ele fosse capturado e se transformasse em uma espécie de ‘atração turística’.

No feriado prolongado do Dia da Consciência Negra, Nathan, que mora em São Paulo, foi pescar com os amigos nos mares do litoral. “Estávamos no Deck do Pescador, perto da Ponte Pênsil, em São Vicente. Eu pesco sempre com vara e utilizo uma isca artificial de camarão. É o tipo de isca que esse peixe gosta”, explica.

No fim da tarde, Nathan percebeu que tinha pescado algo. “Pensei que era uma garoupa ou outra espécie, não imaginei que fosse a pescada porque, pelo que eu sei, eles costumam ficar mais no fundo e eu estava próximo à pedra do deck. Além disso, elas não costumam ser pescadas com vara, acontece mais com rede de pesca”, afirma.

 

Ainda segundo o rapaz, a briga com o peixe demorou cerca de 20 minutos e foi necessária a ajuda de um amigo para conseguir tirar o animal da água. “Ele puxava muito. Chamei um amigo que me ajudou tirando o peixe da água”, relembra. Quando o peixe finalmente saiu, ele acabou virando atração entre os moradores e turistas que passavam pelo local.

Quando a pescada saiu da água e todos viram o tamanho do animal, pescadores e curiosos se aglomeraram para tirar fotos e ver de perto a pesca inusitada. A pescada-amarela foi pesada e, segundo Nathan, tinha mais de 14kg e media, aproximadamente, 1,20m. “Geralmente eu solto o peixe e devolvo para o mar, mas essa espécie infla e, se eu a jogasse de volta no mar, ela morreria também. Por isso, trouxe para casa e vamos substituir o peru de Natal”, brincou.

Apesar de não ser pescador profissional, Nathan é apaixonado pela pescaria esportiva desde criança. Atualmente, o rapaz administra na capital uma empresa de customização de equipamentos de pesca e fabricação de varas. “A pesca está presente na minha vida desde criança. É uma herança que o meu avô deixou para mim”, conta. Recorde mundial

Segundo a bióloga e oceanógrafa Ana Carolina Sornicola, o recorde mundial da espécie pela Associação Internacional de Pesca Esportiva aconteceu no Rio de Janeiro, em 1997, quando outro pescador sortudo pescou uma pescada-amarela de 17kg. “A pesca do Nathan, realmente, foi bem grande, considerando o recorde mundial”, comenta.Segundo a bióloga, a espécie é comum em mares de São Paulo ao Pará e costuma entrar em canais e estuários para buscar alimento. “Eles se alimentam, principalmente, de crustáceos. O rapaz usou uma isca de camarão artificial que deve ter chamado a atenção do peixe e, por isso, ele acabou conseguindo fisgar o animal”, finaliza.