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Quinta-feira, 24 de maio de 2018

O peixe da sogra

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Ele não apenas garante o petisco saudável pós-pescaria, como sua diversão e a da criançada

 

Esclareço desde o principio que o termo usado no título é apenas mais uma forma de descontração existente entre pescadores, e que minha sogra faz parte do time daquelas que sempre saem em nossa defesa e que, mães em sobro que são, só trazem alegria aos nossos filhos. Fato é que muitos dos exemplares que não costumam ser os grandes alvos de cobiça do pescador são chamados assim: peixes da (ou para a) sogra.

Os pesque e pague realmente mudaram conceitos. Na época em que existiam ou eram escassos e nossa pescarias se limitavam a córregos, rios e represas, um carazinho ou uma tilápia “de palmo” já eram um bom peixe; um espécime de mais de 300 gramas, um troféu, e um acima de um quilo, difícil de acreditar. Hoje, peixes abaixo de 150 gramas são indesejados, principalmente por atrapalharem as pescarias dos grandes. Não é fácil livrar-se deles, pois procriam-se rapidamente, mesmo que se povoem os lagos com as chamadas tilápias revertidas, ou seja, machos em sua maioria.

Hoje, então, boa parte dos pesqueiros permite que os clientes levem de graça esses pequenos “vilões” para casa. Se no passado já chegamos a dar dicas para ajudar o pescador a evitá-los, desta vez é o contrário. Eles são ótimos passatempo quando os troféus estão difíceis, pois dificilmente param de atacar as iscas e, quando isso acontece, é sinal de que os grandões encostaram.

 

NA BASE DA SIMPLICIDADE

Varas lisas curtas, inclusive as de taquara (bambu), são a principal indicação de equipamento.  O comprimento pode variar entre 1,8 e 2,7 metros, vindo acompanhadas de linha de monofilamento de 0,25 mm com o mesmo tamanho. O anzol pode ser do modelo Maruseigo número 10 ou 12 ou outros equivalentes. Massas, minhoca e bichinho de laranja estão entre as principais iscas. A montagem é feita passando uma pequena chumbada furada (redonda ou oliva) pela linha, atada a um girador (também pequeno) em uma pernada de 15 centímetros com o anzol.

Esclareço que poderíamos fazer uso de linhas mais finas e anzóis menores, mas estes fisgariam peixes ainda menores que os desejados para a “sogra”; além disso, nunca se descarta a possibilidade de um peixe maior aparecer para apimentar a pescaria. Costumo limitar a distância do uso da ceva ao comprimento das varas curtas, deixando as mais compridas e as de arremesso livres, à espera dos peixes maiores. Garanto que a monotonia passa longe!