Quarta-feira, 12 de junho de 2019

Saiba o que acontece com o nosso corpo quando nos apaixonamos!

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Certamente você conhece aqueles sentimentos confusos que nos fazem querer estar com uma pessoa mais do que qualquer outra coisa, né? Estas sensações não vêm do nosso coração, popularizadas pelo folclore romântico, mas são principalmente emitidas pelo nosso cérebro.

Nós nos apaixonamos por uma série de razões, e nosso corpo responde de acordo com um coquetel de hormônios forte o suficiente para nos deixar viciados. Por que nos apaixonamos? As principais razões pelas quais nos apaixonamos vêm de nossos ancestrais. A necessidade de criar laços afetivos e reprodução foi essencial para a evolução da nossa espécie. A natureza cuidou para garantir que não fôssemos extintos, gerenciando nossas respostas hormonais de uma forma que nos permitisse sobreviver como espécie. Quando nos apaixonamos, passamos por três fases: paixão, atração e apego. Todos os três estágios estão associados a diferentes respostas hormonais. Este é o nosso sistema límbico (relativo à estrutura do cérebro responsável pelas emoções e comportamento social), funcionando ao máximo. É a atração sexual inicial que sentimos por uma pessoa quando a achamos bonita e interessante. Estrogênio e testosterona são os principais hormônios responsáveis pela paixão, que também costuma ser associada à luxúria. A noradrenalina é uma anfetamina natural que aumenta a experiência de alegria e reduz o apetite. Geralmente, ela é lançada neste estágio e continua na fase de atração. Esta fase começa após a primeira resposta biológica e desencadeia várias respostas hormonais. O amor desencadeia um ciclo de feedback no sistema de recompensas do nosso cérebro, levando-nos a querer mais. Entra em ação principalmente nesta fase. Sim, o primeiro empurrão vem da adrenalina. Apaixonar-se por uma pessoa causará uma reação ao estresse em seu corpo. É provável que você já tenha experimentado esses sintomas. Pense em batimentos cardíacos acelerados, boca seca ou mãos suadas. Estas reações são desencadeadas pela adrenalina. Atração: dopamina Estar apaixonado induz nossos corpos a produzirem o neurotransmissor dopamina, hormônio que transmite a sensação de bem-estar. A dopamina é responsável por sentimentos de prazer e felicidade. A dopamina faz você se sentir nas nuvens. Seus efeitos estimulantes no cérebro fazem com que você sinta bem. Os efeitos dos altos níveis de dopamina incluem aumento de energia, aumento do foco e sensação de menos fome. Não consegue parar de pensar na pessoa amada? Isso é a serotonina em ação! Atração: serotonina As mulheres tendem a produzir níveis ligeiramente mais altos de serotonina do que os homens quando se apaixonam. Apego: ocitocina Este é o hormônio que nos faz querer abraçar. É responsável pelo sentimento de conexão com os nossos entes queridos. Há um aumento nos níveis de ocitocina durante o orgasmo. A ocitocina é também o hormônio que nos faz conectar como seres humanos. É fundamental na relação entre mãe e filho, que se cria imediatamente após o nascimento. Tanto que esse hormônio influencia na lactação. Essencialmente, a ocitocina  sinaliza aos seios para liberarem leite quando o bebê precisa. Apego: vasopressina A vasopressina é principalmente conhecida como um hormônio antidiurético. Atua nos rins e controla a sede. Este hormônio também é liberado imediatamente após o sexo. A vasopressina desempenha um papel fundamental nas preferências sexuais e de parceiros. A vasopressina é um hormônio essencial que promove relacionamentos saudáveis e duradouros.