Sexta-feira, 24 de maio de 2019

Lily Parr será a primeira mulher a ser homenageada com uma estátua, após homenagens a 110 homens

Compartilhar:  
© Reprodução/Solent News and Photo Agency Escultora Hannah Stewart trabalha na estátua de Lily Parr, lendária jogadora de futebol que será homenageada em Manchester

Mais de um século depois da primeira partida de futebol feminino da história, a primeira estátua homenageando uma jogadora será revelada em junho no Museu Nacional do Futebol de Manchester. A homenageada será Lily Parr, lendária atacante dos anos 1920 e 1930.

A escultora responsável será Hannah Stewart, que revelará a obra antes do início da Copa do Mundo feminina, que acontece na França a partir de 07 de junho.

"Já se passou muito tempo desde os tempos de Lily Parr, e ela merece reconhecimento como a verdadeira pioneira do esporte", afirmou Marzena Bogdanowicz, gerente de marketing de futebol feminino da Federação Inglesa.

Lily Parr jogou pela equipe do Dick, Kerr Ladies FC, formada por trabalhadoras de uma fábrica de munições em Preston, Lancashire. O grupo se tornou o maior time de futebol feminino da época.

Em sua primeira temporada com a equipe, aos 14 anos, Parr marcou 34 gols. Durante toda sua carreira, que durou 32 anos, marcou mais de 980 tentos.

A jogadora estava presente em inúmeros momentos da história do futebol, como a primeira partida oficial da seleção feminina da Inglaterra, em 1920, quando venceram a equipe da França por 4 a 0 para um público de mais de 15 mil pessoas.

Durante a Primeira Guerra Mundial, o futebol feminino se tornou muito mais presente na sociedade, já que os homens "mais atléticos" estavam na linha de frente das batalhas, e a carreira de Lily decolou, se tornando uma das maiores referências esportivas da época.

A jogadora também estava presente no jogo com público recorde da época, quando o Dick, Kerr enfrentou a equipe do St. Helens Ladies no estádio Goosidon Park, do Everton, em frente a 53 mil pessoas, com milhares ainda para fora.

Um ano depois, a Federação Inglesa baniu o futebol feminino do país com a alegação de que era um esporte "inadequado para mulheres" - a decisão foi revertida em 1969.

Antes de falecer em 1978, aos 73 anos, também se tornou a primeira mulher a entrar no Hall da Fama do Museu do Futebol

ESPN.com.br/MSN