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Terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Entenda por que Torres, no litoral do Rio Grande do Sul, vale a visita

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Famoso pela Serra Gaúcha, pela região das Missões Jesuíticas e pelos Cânions Fortaleza e Itaimbezinho, o Rio Grande do Sul nunca foi muito aclamado por seu litoral. De fato, a concorrência com os oito mil quilômetros de costa do Brasil colocam o Estado numa razoável desvantagem. O gaúcho não precisa ir muito longe para encontrar praias incríveis em Santa Catarina.

Mas o que pouca gente fora da região Sul sabe é que Torres, no litoral norte do Rio Grande, concentra algumas das mais belas praias do Estado – e fazem frente às mais belas do País.

Acessível por uma ótima estrada, Torres fica a 197 quilômetros de Porto Alegre. É um polo de veraneio de muitos gaúchos e o Rio Mampituba, que corta a cidade, marca a divisa com Santa Catarina.

A cidade em si não tem nada de excepcional. Segue aquele aspecto de balneários brasileiros, com casas simples, sorveterias, lojas de boias e outras emergências litorâneas e aquele aspecto leve e descompromissado dos trópicos.

O que tem de único e singular no litoral de Torres são as suas praias – principalmente a da Guarita e a Prainha. De brinde, formações de falésias sem igual no Brasil, bons museus, visita aos lobos-marinhos na Ilha dos Lobos e o principal festival de balonismo da América do Sul.

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A MAIS BELA

Cartão-postal principal de Torres, a Praia da Guarita é merecidamente considerada a mais bela do Estado. Fica dentro do parque homônimo, uma zona de proteção onde é cobrada entrada apenas para carros (R$ 10 a R$ 20 por veículo, de acordo com o tempo de permanência). Uma rede de trilhas fáceis, bem estruturadas e sinalizadas leva a um complexo único de enseadas e penhascos. É tudo muito verde e diferente do resto da costa brasileira.

As águas ali são claras, em um tom raramente encontrado no litoral gaúcho, e podem receber ondulações fortes. Quando estive por lá, no entanto, o mar estava superpropício para banho, e as crianças se esbaldaram.

Você não terá visto tudo se não subir à Torre Sul, que oferece o melhor ângulo da praia. Os cerca de 100 degraus podem desmotivar, mas a vista lá de cima compensará o sacrifício.

Andando para o norte, uma trilha asfaltada e com boas escadas leva à Praia das Torres. Penhascos majestosos demandam cliques com muito cuidado para não chegar perto demais do limite de segurança. Uma paisagem dramática, que lembra as falésias do litoral da

Irlanda. Você entenderá logo a razão do nome da cidade ao observar as lindas formações basálticas. Não tenha pressa: busque seu cantinho para admirar tanta beleza.

GOLFINHOS À VISTA

Lá de cima também é possível avistar a Praia da Cal e, mais adiante, a Prainha. Depois da Guarita você terá dificuldade em escolher qual a segunda mais bonita de Torres. Os surfistas adoram a Cal, mas principalmente a Praia dos Molhes, onde estão algumas das melhores ondas do litoral gaúcho.

A melhor época para o surfe é de março a agosto, mas em julho os surfistas (e quem mais estiver na areia) podem ver bandos de golfinhos que passeiam por lá atrás das tainhas. É sempre importante tomar cuidado com as redes dos pescadores – eles, afinal, também estão em busca dos peixes.

OUTROS ÂNGULOS

Além das belas praias, Torres surpreende por outro título: o de capital brasileira do balonismo. Entre abril e maio, o céu fica supercolorido com o Festival Internacional de Balonismo de Torres, que ocorre anualmente. Este ano, em sua 31.ª edição, o evento será de 1.º a 5 de maio.

As provas são diversas e incluem modalidades como velocidade e precisão. Este ano, a previsão é que participem pelo menos 60 balões. Vale a pena se programar para ir nessa época – é mágico vê-los voando ao mesmo tempo, emoldurados pelas formações rochosas da Praia da Guarita.

O evento mobiliza a cidade não apenas com os balões, mas também com muitos shows – estão previstas para a próxima edição apresentações de cantores como Anitta, Thiaguinho e Daniel. Por isso, espere preços mais altos de hospedagem na região.

Na época do festival é possível ainda embarcar em voos de balão, geralmente ao amanhecer e entardecer. Os preços variam e são negociados diretamente com os pilotos, como João Vitor Justo, o João do Balão, que cobra a partir de R$ 400 por pessoa por 45 minutos de voo. O preço dá direito a brinde de espumante da Serra Gaúcha no fim – e a taça você pode levar para casa como recordação. A boa notícia é que, mesmo que não vá na época do festival, os passeios operam o ano todo (embora dependam, logicamente, das condições climáticas).

Outro jeito de ver Torres do alto é de parapente (R$ 200) ou paramotor (R$ 250). Na Serra Mar, a duração dos voos é de 10 a 15 minutos, a depender das condições de vento. Diariamente, das 10h às 13h e após as 15 horas, sempre no Morro do Farol, na Tenda dos Voos.

LOBOS-MARINHOS

Durante o verão, as estrelas do litoral gaúcho são os lobos-marinhos. A apenas 1.800 metros da costa, a Ilha dos Lobos fica numa área de proteção e só pode ser visitada com empresas autorizadas como a Marina, que tem permissão para operar saídas diárias.

Não há praias e nem é permitido desembarcar, mas contornando as rochas é possível avistar vários grupos descansando por ali. Um barato para crianças e adultos. O passeio é tranquilo e dura cerca de 1h30. Bônus: entre os meses de março e setembro é possível encontrar baleias francas no litoral de Torres.

Em terra, uma parada obrigatória é o Morro do Farol, também conhecido como Torre Norte, pertinho do centro. Se não estiver com muita disposição, dá para subir de carro, mas a caminhada vale a pena. De lá, mais uma bela panorâmica da cidade – dessa vez com o Parque da Guarita incluso no cenário. No centro, a Lagoa do Violão tem boa estrutura para caminhar ou pedalar e é um dos lugares mais buscados para ver o pôr do sol.

E SE CHOVER?

A alta temporada vai de novembro a março, mas Torres tem opções para o ano todo. Claro, estamos no Sul e é comum as temperaturas baixarem e as chuvas caírem forte. Duas boas atrações indoor são os museus da cidade. O Museu Histórico de Torres, bem no centrinho, relembra o passado da cidade por meio de objetos e imagens. É simples, mas bonitinho. Já o Museu Parque da Guarita revela como se deram as formações particulares que dão o charme à região.

Dá para aproveitar também para se jogar nos peixes e frutos do mar fresquíssimos nos menus dos restaurantes. O Cantinho do Pescador lança mão de muita delicadeza para preparar seu pastel de camarão, o siri na casca e a casquinha de bacalhau.