Quarta-feira, 08 de maio de 2019

Olímpia: testamos os dois parques termais da cidade e contamos as diferenças

Compartilhar:  

Dá para chamar de oásis. No meio da secura e do calorão do extremo norte do Estado de São Paulo, uma típica cidadezinha interiorana desponta com água em abundância. A pequena Olímpia, com 54 mil habitantes, é atualmente uma gigante no turismo: recebeu, no ano passado, 2,2 milhões de visitantes, atraídos pelos dois parques aquáticos que aproveitam águas naturalmente aquecidas, descobertas nos anos de 1950, durante tentativas de achar petróleo.

Olímpia é a cidade paulista onde o turismo mais cresce em importância econômica. Segundo a prefeitura, mais de 65% da economia do município está atrelada ao turismo – essa proporção era da ordem de 40% em 2016. A hotelaria tem papel decisivo nesse movimento. Os três hotéis mais novos têm juntos 1.840 quartos – o Wyndham Olímpia Royal foi inaugurado há apenas duas semanas; abertos em 2018, o Hot Beach Resort dá acesso direto ao parque aquático Hot Beach e o Enjoy Olímpia Park está a uma faixa de pedestre de distância do estacionamento e da portaria do Thermas dos Laranjais.

Segundo a prefeitura, os novos hotéis aumentaram em 80% o número de leitos em Olímpia: de 9.906 para 17.742. E há mais inaugurações previstas. Duas torres em fase de conclusão do Enjoy Olímpia Park e outro resort do mesmo grupo, o Solar das Águas, com entrega prevista para 2020. Além do Hot Beach Suites, que vai se juntar às outras três opções de hospedagem do grupo Hot Beach – a previsão é que esteja pronto em março.

Início

Foi com o Thermas dos Laranjais que essa história toda começou. O parque foi inaugurado em 1987 como um clube para moradores, que compravam títulos de sócios para aproveitar as águas quentes naturais, que brotam a uma temperatura entre 32 a 48 graus. Foi aberto ao público em 2001, com a venda de ingressos de um dia.

Bolha na entrada do parque aquático Thermas dos Laranjais, em Olímpia

Em 2014, Olímpia recebeu a classificação de Estância Turística pelo governo do Estado de São Paulo. Em 2016, a cidade aprovou um Plano Diretor de Desenvolvimento Turístico, com estratégias voltadas ao setor e que abriu caminho para a criação da zona que começa a ser conhecida como Vale do Turismo. É onde ficam os dois parques aquáticos, separados entre si por menos de 3 quilômetros.

Novidades

Já nas próximas férias, outra novidade chega para aumentar a lista de atrações de Olímpia. O Vale dos Dinossauros, parque temático nos arredores do Hot Beach que terá figuras animatrônicas e simuladores, abre em junho. É uma parceria do grupo empresarial Natos, responsável pelos resorts Enjoy Olímpia Park e Solar das Águas, e o Dreams Entertainment Group, dono do Vale dos Dinossauros de Foz do Iguaçu e dos museus de cera de Gramado e Aparecida.

Um museu de cera e a atração ligada a carros Harley Motor Show também estão previstos, na parceria, para junho de 2020. “O que pretendemos é oferecer ao turista mais opções de lazer para se divertir quando não estiver nos parques”, disse o CEO do grupo Natos, Rafael Almeida.

Também no horizonte, mas ainda sem data divulgada, está a abertura de um outlet à moda dos americanos, com 75 lojas.

Dois eventos movimentam o segundo semestre deste ano em Olímpia. De 16 a 22 de setembro, a cidade recebe o Torneio Internacional de Tênis e, de 16 a 20 de outubro, o Torneio Sul-Americano de Clubes de Beach Soccer. Ambos gratuitos.

Todas essas novidades devem continuar aumentando o interesse dos turistas por Olímpia, cidade que apareceu na lista do Viagem como candidata a melhor destino turístico para se visitar em 2018 e 2019. De bate-volta para moradores da região na época em que o Thermas foi aberto ao público, Olímpia chegou a uma média de 3,5 pernoites por turista, em 2018 – 79% dos visitantes ficam de três a quatro noites.

Testamos os dois parques aquáticos e dois dos novos hotéis da cidade – o Enjoy Olímpia Park e o Hot Beach Resort – e fizemos isso levando crianças de idades variadas. 

Como chegar: de São Paulo, são cerca de 5h de viagem de carro. Outra opção é voar até São José do Rio Preto – de lá, são mais 45 minutos.

Clima: o sol brilha o ano todo; a partir de maio, faz frio à noite, mas as temperaturas passam dos 25 graus durante o dia. O verão é a estação mais chuvosa.

Na estrada: programamos duas paradas na ida e na volta. Na ida, faltou uma para o banheiro (há um longo trecho sem postos no fim da viagem, de quase 1 hora). A volta foi mais rápida; as crianças, cansadas, dormiram (se der, pare no posto Bambina, próximo a Araraquara, com curiosidades como um avião e o carro do Batman). Leve opções de entretenimento (tínhamos DVDs com filmes), biscoitos, balas e água – mas beba com moderação. Afinal, quanto mais água, mais paradas para banheiro.

Dicas: você já sabe do kit protetor, chapéu, óculos, etc. Mas uma capinha plástica impermeável para levar o celular nas atrações aquáticas será importante (só não pode descer com ele no tobogã).