Terça-feira, 21 de maio de 2019

Após três dias, funcionários da Avianca suspendem greve

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Os funcionários da Avianca decidiram em assembleia neste domingo, 19, suspender a paralisação, segundo o  Sindicato Nacional dos Aernoautas (SNA). A greve teve inicio na última sexta-feira e foi mantida por três dias nos aeroportos de Congonhas (SP) e de Santos Dumont (RJ).

Segundo Odino Dutra, presidente do sindicato, o motivo da suspensão da paralisação foi porque a Avianca estaria usando o ato como desculpa para cancelar mais voos. “(A Avianca) estava cancelando voos deficitários, que estavam com pouquíssimos passageiros, e imputando a responsabilidade dos cancelamentos aos tripulantes”, afirmou. Procurada, a empresa não se pronunciou. O sindicato preiteava com a greve o pagamento das verbas rescisórias a funcionários demitidos, o que não ocorreu.

O sindicato também irá recorrer quanto a decisão do Superior Tribunal do Trabalho (TST), na qual a ministra Dora Maria da Costa estipula que a greve seja aderida parcialmente. Segundo a liminar dada em favor para a Avianca, osindicato deveria manter 60% dos funcionários da aérea trabalhando para não gerar risco à coletividade por se tratar de um setor crítico. Em caso de descumprimento, o SNA pagará multa de 100 mil reais por dia de paralisação total.

O sindicato orienta os funcionários que, “se sentirem sob condições de estresse devido à falta dos pagamentos e ao risco iminente de serem demitidos ou que não se encontrarem em condições emocionais adequadas para desempenharem suas funções em voos”, se ausentem do serviço cumprindo o Manual Geral de Operações.

A crise

Desde que entrou em recuperação judicial, em dezembro do ano passado, a Avianca Brasil vem sofrendo seguidas derrotas. Com mais de 3 bilhões de reais em dívidas, a aérea está operando com apenas seis aeronaves. Outras 29 foram retomadas pela Justiça por causa de dívidas com credores. Um leilão por ativos da empresa seria realizado no último dia 7, mas foi suspenso pela Justiça de São Paulo a pedido da Swissport. A empresa, que é credora da Avianca, afirma que a venda de slots (espaços para pousos e decolagens) é ilegal.

MSN