Domingo, 26 de maio de 2019

Nicolás Maduro e Juan Guaidó aceitam convite para nova rodada de conversas na Noruega

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Maduro e Guaidó — Foto: Federico Parra/ AFP

A Noruega voltou a convidar representantes do regime de Nicolás Maduro na Venezuela e a oposição liderada por Juan Guaidó para uma nova rodada de conversas em Oslo. Neste sábado (25), os líderes dos dois lados aceitaram o convite e confirmaram o envio de delegações ao país europeu para iniciar as novas negociações.

Um documento assinado por Guaidó afirma que vai aceitar o convite norueguês para "explorar uma possível saída negociada da ditadura e desta grave crise". No texto, o autoproclamado presidente pede eleições livres:

  "A negociação é aquela que nos leve ao fim da usurpação, transição e eleições livres", escreveu Guaidó.

Maduro, por sua vez, publicou no Twitter uma mensagem em que agradece ao governo da Noruega "pelos esforços para avançar pelos diálogos de paz e estabilidade na Venezuela".

  "Viaja a Oslo nossa delegação bem disposta a trabalhar com a agenda acordada e avançar na construção de bons acordos", tuitou Maduro. Em nota, a chanceler da Noruega, Ine Eriksen Soreide, agradeceu a disposição e o esforço das partes em conflito na Venezuela e confirmou o encontro. "Informamos que os representantes dos principais atores políticos da Venezuela decidiram retornar a Oslo na próxima semana para continuar o processo mediado pela Noruega". Ao contrário de outros países europeus, a Noruega, que não faz parte da União Europeia, não reconhece Guaidó como presidente interino do país. O governo norueguês, no entanto, quer que Maduro e a oposição convoquem novas eleições.

Há pouco mais de uma semana, a Noruega confirmou que está mediando negociações entre representantes dos dois lados que lutam pelo poder na Venezuela, para resolver o conflito político do país latino-americano.

  "Nossa delegação retornou da Noruega com boas notícias. As conversas para avançar nos acordos de paz começaram com o pé direito", disse Maduro, após o encontro.

 

Guaidó, na data, disse que não há "nenhum tipo de negociação", mas admitiu que os representantes oposicionistas tentam alguma mediação para resolver a crise.

Por G1