Sexta-feira, 21 de junho de 2019

Vírus da raiva causou a morte de 92 animais este ano em São Paulo

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De janeiro a junho deste ano, foram registradas 92 mortes de animais por raiva no Estado de São Paulo. A doença causa preocupação porque é muito grave e pode ser transmitida para o homem, mas não houve registro em humanos. Causada por um vírus, a raiva não tem cura, tem letalidade de praticamente 100%, mas pode ser prevenida pela vacinação.

Do total de óbitos, 73 acometeram animais silvestres, principalmente morcegos, e de rebanhos de pecuária, como bovinos e equinos. Outros 19 foram registrados entre cães e gatos, conforme dados das secretarias da Saúde e da Agricultura e Abastecimento do Estado.

Em Araçatuba, a Vigilância Epidemiológica realizou um bloqueio contra a raiva, na segunda-feira, 17, na Vila Mendonça, depois de encontrar um morcego morto, com o vírus da doença. Esse foi o primeiro caso da doença em animal registrado na cidade. Em um raio de 200 metros do local onde estava o morcego, agentes aplicaram vacina antirrábica em todos os cães e gatos.

No dia 13, houve a confirmação laboratorial de um caso de raiva em morcego nectarívoro (que se alimenta do néctar das flores) em Botucatu. O animal estava caído em uma residência no Jardim Paraíso II, zona norte da cidade. A Vigilância Ambiental em Saúde iniciou a vacinação de cães e gatos no entorno. Este ano, 109 morcegos já foram encaminhados para exame laboratorial, mas esse foi o primeiro caso confirmado na cidade, que não registra casos de raiva em cães e gatos há 30 anos.

Em Campinas, foram confirmados 12 casos de raiva em morcegos este ano, média de dois casos por mês. Os animais infectados foram encontrados na área urbana. A Secretaria da Saúde lançou uma cartilha com orientação aos moradores sobre os cuidados com a doença. Além da vacinação de cães e gatos domésticos, a publicação traz informações sobre o risco do contato com morcegos doentes. Bovinos

Em Avaré, sudoeste paulista, foram registrados cinco casos de raiva em animais este ano. Quatro acometeram bovinos e um vitimou um equino, no bairro Jacutinga. A Coordenadoria de Defesa Agropecuária fez o bloqueio dos casos através da vacinação e o manejo do morcego hematófago (que se alimenta de sangue), principal transmissor da doença. Pessoas que tiveram contato com os animais infectados também foram vacinadas. Foram notificados casos de raiva em bovinos também em Barão de Antonina, Pereiras e Angatuba.

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento informou que realiza ações de controle da raiva no rebanho paulista, com a coleta de material para análise diagnóstica, vigilância em propriedades vizinhas àquelas que notificaram a doença e busca dos abrigos de morcegos hematófagos para controle da população. O controle desse animais é feito com a captura de espécime e aplicação de uma pomada vampiricida – o morcego tratado contamina os demais.

Os proprietários são orientados a verificar animais agredidos, com sintoma neurológico, como incoordenação motora, paralisia de membros e incapacidade de se levantar, e notificar a Defesa Agropecuária.

A Secretaria de Saúde informou que o controle da doença em área urbana, conforme diretrizes do Ministério da Saúde, abrange a realização de campanha de imunização de cães e gatos pelos municípios, bem como o controle epidemiológico da doença nesses animais.

MSN