Quinta-feira, 18 de abril de 2019

5 dicas para comprar o peixe certo na Semana Santa

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Pesquisadora do Instituto de Pesca dá dicas de como escolher pescados salgados, frescos, congelados e em conserva no período de Páscoa
Tradicionalmente, os brasileiros consomem mais peixes durante a semana santa do que em outras épocas do ano. Mas para especialistas, é necessário tomar uma série de cuidados na hora de escolher o melhor pescado. Fresco, congelado, em conserva ou salgado, o importante é adquirir uma comida saudável. De acordo com a pesquisadora do Instituto de Pesca (IP), Daniela Castellani, os cuidados na compra de peixes devem ser redobrados.

Por ser um alimento que se degrada facilmente – exigindo temperatura e condições de armazenamento ideais -, o peixe é capaz de estar impróprio para o consumo em questão de horas. “Para não correr o risco de errar, o consumidor deve verificar a qualidade do produto, as condições de armazenamento e a higiene do local”, afirma Daniela.Cuidado com as manchas

Durante a Páscoa, o peixe mais consumido é o bacalhau. Para apreciar esse belo prato português, vale tomar alguns cuidados: os peixes não devem apresentar manchas escuras ou avermelhadas na sua superfície. “Os consumidores devem dar preferência para peça inteira, sem estar desmanchado. O sal espalhado na superfície deve ter aparência homogênea”, explica a pesquisadora do IP-APTA.Quando mais “vivo” melhor

Quando estiver no mercado ou na feira, procure por peixes frescos com aspecto externo semelhante ao dos peixes vivos. O ideal é um corpo firme e resistente com o ventre normal, ‘nem murcho e nem inchado”. “A rigidez da carne é um excelente indício de que o peixe está fresco. É preciso, porém, observar se a rigidez não é consequência do congelamento”, comenta Daniela.Procure por olhos brilhantes e brânquias vermelhas

Como dizem por aí, o “segredo está nos olhos”! E, no caso dos peixes, isso não poderia ser mais real. Olhos “esparramados” e turvos indicam deterioração, então a melhor opção é adquirir peixes com olhos brilhantes. Outro fator que mostra má conservação são as brânquias de coloração pálida. De acordo com a pesquisadora, elas devem estar vermelhas ou rosadas.Tem que ter cheiro de peixe!

Cuidado para não confundir o cheio de peixe com o cheio de peixe podre. “Cheiro ácido ou azedo indica que o pescado é impróprio para o consumo. Ele deve ter o cheiro característico de peixe. As escamas não devem se soltar com facilidade. O peixe fresco deve ser colocado à venda sobre gelo, na proporção de pelo menos 1 kg de gelo para cada 1 kg de pescado”, conclui a especialista do IP-APTA..