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Quinta-feira, 11 de outbro de 2018

Shakes e sopas são mais eficientes para a perda de peso, dizem pesquisadores de Oxford

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Sopas e shakes que substituem refeições deveriam ser receitados por médicos para ajudar pacientes obesos a obter perda de peso significativa e sustentável, sugere uma nova pesquisa.

Os pesquisadores da Universidade de Oxford sugerem que planos de substituição total podem diminuir a pressão nos clínicos gerais que tratam de doenças relacionadas à obesidade.

O estudo envolveu pacientes britânicos com índice de massa corpora (IMC) superior a 30. Aqueles que ingeriram apenas 810 calorias por dia num programa de substituição de refeições perderam 11 kg em média em um ano.

Mas deve-se observar que o estudo foi parcialmente financiado pela Cambridge Weight Plan UK, uma empresa que vende produtos de baixas calorias.

Publicado no British Medical Journal, o estudo envolveu 278 adultos obesos da região de Oxfordshire. Eles foram divididos em dois grupos. O primeiro fez um programa de alimentação saudável, recebendo aconselhamento e apoio de médicos e enfermeiros. O segundo recebeu um plano de regime de baixas calorias.

Os participantes do programa de substituição de refeições receberam produtos da Cambridge Weight Plan UK e consumiram 810 calorias por dia, na forma de sopas, shakes e barrinhas, além de ingerir suplementos. Eles receberam os produtos durante dois meses e depois reintroduziram a comida normal gradualmente, além de receber aconselhamento sobre alimentação. Depois de três meses, eles foram incentivados a continuar trocando uma refeição diária por um dos produtos.

O estudo apontou que os participantes do programa de substituição de refeições perderam em média 10,7 kg depois de quatro meses, 7,2 kg a mais que aqueles que receberam apenas aconselhamento médico.

Eles também exibiram menor risco de diabetes, doenças cardíacas e derrames. Quase metade (45%) dos obesos do grupo perderam mais de 10% do peso corporal, em comparação com 15% dos que foram aconselhados pelos clínicos gerais.

A autora principal do estudo, Susan Jebb, da Universidade de Oxford, afirmou: "No passado tínhamos a preocupação de que uma perda de peso rápida não era sustentável. Mas esse estudo mostra que, depois de nove meses de perda de peso intensa, as pessoas perderam mais de três vezes mais peso que aquelas que seguiram um programa convencional".

Nerys Astbury, pesquisador sênior de dietas e obesidade da Universidade de Oxford, disse: "Esse modelo em que pacientes recebem o apoio de um médico oferece o potencial de ser expandido em escala no Sistema Nacional de Saúde e pode ajudar a reduzir a pressão sobre os clínicos gerais que tratam de doenças relacionadas à obesidade."

O estudo foi financiado pela Cambridge Weight Plan e pelo Instituto Nacional de Pesquisas de Saúde.